Sobre o GIEIPC-IP

Fundamento da criação:

Grupo Internacional de Estudos da Imprensa Periódica Colonial do Império Português (GIEIPC-IP) considera a realidade colonial e a ligação imperial como estruturantes da constituição de uma comunidade de olhares locais, comparativos e transversais sobre o passado dos espaços compreendidos pela realidade política do Império Português. O Grupo visa afirmar uma área de estudos e promover projectos comuns em torno da ideia de Imprensa Periódica Colonial, tendo por baliza os actores que se moviam no espaço do Império Colonial Português ou que, oriundos das suas geografias, se moveram em outros espaços. Entendendo as correntes de pensamento sobre a realidade colonial e os múltiplos aspectos dessa realidade como elementos estruturantes da contemporaneidade,  o Grupo defende ser o estudo da imprensa periódica colonial uma área fundamental para o conhecimento e reflexão sobre a História Contemporânea de Portugal e dos espaços do Império português, hoje Estados Independentes ou integrando Estados Independentes.

Âmbito: O Grupo centrará os seus estudos no papel da imprensa periódica colonial, no desenvolvimento e entrecruzamento dos conceitos e das realidades políticas e culturais na época contemporânea. Promoverá uma construção democrática das memórias colectivas e individuais, fazendo dialogar linhas de pensamento e experiências conflituantes.

Posicionamento académico: Os seus membros trabalharão para promover, entre os diversos espaços envolvidos, a cooperação académica, assim como com  outros agentes culturais relevantes para esta área de estudos.

Conceito estruturador: Reconhecendo que na esteira da constituição dos modernos impérios coloniais europeus a ideia de Colonial continua a configurar-se como um espaço conceptual sujeito a permanente debate, o Grupo integra no conceito de Colonial os pensamentos colonialista e anticolonialista, e no ‘mundo colonial’ os espaços dominados e as metrópoles dominantes.

 O domínio do Projecto:

– A imprensa periódica publicada nas colónias portuguesas por iniciativa do Poder, das Elites ou de Grupos Subalternizados locais.

– Particularmente desde o final do século 19, referimo-nos à imprensa publicada na metrópole dedicada às matérias coloniais.

– Incluímos as revistas, em particular das primeiras décadas do século 20, criadas por movimentos intelectuais portugueses, nas quais as questões coloniais e imperiais, sendo ou não sendo tema central, integraram a reflexão respeitante à identidade portuguesa e futuro de Portugal.

– A imprensa criada pelas comunidades colonizadas emigrantes, particularmente no Império Britânico.

– A imprensa portuguesa no Brasil que, deixando de integrar o Império Português a partir de 1822, albergou, em alguns casos significativos, discussões respeitantes à questão colonial.

OBJECTIVOS:

  1. TEÓRICO E METODOLÓGICO
  2. ARQUIVO COMUM DA IMPRENSA PERIÓDICA COLONIAL
  3. PROSOPOGRÁFICO
  4. ASPECTOS DA HISTÓRIA INTELECTUAL DA IMPRENSA PERIÓDICA DO IMPÉRIO PORTUGUÊS NUM PANORAMA MULTILINGUE
  5. MEMÓRIAS DO JORNALISMO
  6. HISTÓRIA COMPARADA DA IMPRENSA COLONIAL

Veja as instituições, centros de investigação, projectos e investigadores e agentes culturais que já aderiram a Grupo de Estudos.