Ana Monteiro, Gabinete de Património Histórico, Caixa Geral de Depósitos

25.05.2017, 11.00-13.00, Biblioteca Nacional de Portugal

O Gabinete de Património Histórico da Caixa Geral de Depósitos

Designamos de “Património Histórico” o conjunto de fundos documentais e acervos museológicos que ao longo dos anos foram sendo conservados por serem considerados de interesse para a reconstituição da História da Instituição. São arquivos em papel, fotografia, bibliografias, estudos económicos, relatórios diversos, que permitem conhecer o que fomos, como evoluímos, como interviemos na economia nacional, como funcionávamos – com que instrumentos/utensílios. Este património, que permite reconstituir a nossa cultura e a sua evolução, é rico em elementos que acrescentam valor ao conhecimento que as pessoas em geral têm da atividade bancária e sua evolução.

O Gabinete de Património Histórico é composto por 3 Áreas específicas: a do Arquivo Histórico, a do Museu e Colecionismo e a das Bibliotecas. A área do Arquivo Histórico, engloba no seu espólio o Arquivo Histórico da CGD e o Arquivo Histórico do ex-BNU. A área do Museu e Colecionismo, Integra o acervo museológico, composto pelo acervo decorativo, equipamentos e utensílios, mobiliário, colecionismo (numismática, medalhística, filatelia, papeis de valor, notas, fotografias e outras), artes plásticas e decorativas. A área de Bibliotecas e Mediatecas tem como funções principais gerir a Biblioteca Ultramarina e a Biblioteca Vieira Machado, ambas sediadas em Lisboa e as 9 Mediatecas da Rede do Espaço Lusófono.

Ana Maria Henriques Fonseca Monteiro (Lisboa, 1962) é licenciada em Economia, na vertente de Economia Internacional, no Instituto Superior de Economia e Gestão, da Universidade Técnica de Lisboa. Em Agosto de 1984 entra para os quadros da Caixa Geral de Depósitos, como administrativa na Direção de Depósitos. Passa pela Direcção de Planeamento e Controlo de Gestão, Gabinete de Estudos Económicos e Secretaria-Geral. Hoje exerce funções de Coordenadora no Gabinete de Património Histórico, na área de Bibliotecas onde tem a seu cargo, entre outras coisas, a Biblioteca Ultramarina, a Biblioteca Vieira Machado e a Rede de Mediatecas do Espaço Lusófono. A criação desta Rede, em 2001, teve por objetivos fundamentais proporcionar de forma gratuita o acesso à informação e ao conhecimento, em língua portuguesa, contribuir de uma forma inequívoca o desenvolvimento social e humano das populações destes países. No âmbito deste projeto estão já a funcionar 9 Mediatecas: 3 em Moçambique (Maputo, Beira e Nampula), 3 em Cabo Verde (Praia, Mindelo e Espargos), 2 em São Tomé (S. Tomé e Ilha do Príncipe) e 1 em Timor (Díli). Sublinhe-se o facto de este ser um Projeto no âmbito da responsabilidade social da CGD e do seu Grupo.

É ainda co-autora de 3 livros editados pela CGD, a saber: “Timor – No caminho para o desenvolvimento” (2004), “São Tomé e Príncipe – Olhar o futuro” (2006) e “Cabo Verde – Dez Ilhas, Um País, Cinco Continentes” (2007).

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