Ana Canas, AHU e Paulo Tremoceiro, ANTT

25.05.2017, 11.00-13.00, Biblioteca Nacional de Portugal

História por contar no AHU e no ANTT: A imprensa periódica colonial

O Arquivo Histórico Ultramarino e o Arquivo Nacional da Torre do Tombo possuem imprensa periódica colonial diversa, predominantemente em língua portuguesa e sobretudo do séc. XX até 1974-1975. A identificação de títulos e a catalogação de exemplares não é sistemática, tanto mais que vários se encontram diluídos em arquivos de organismos diversos da administração portuguesa sobretudo central, colonial ou não. Mas, por outro lado, vários desses arquivos como é o caso do da Agência Geral do Ultramar, dividido entre ambas as instituições, contêm informação relevante para a contextualização e conhecimento deste género de imprensa. Outra documentação de arquivo poderá elucidar acerca das formas de censura de publicações e dos meios oficiais ou de outros, clandestinos ou autorizados, para propaganda e formação da opinião pública portuguesa e internacional no que respeita às colónias portuguesas. Paralelamente e entre a imprensa oficial colonial, onde publicações de natureza estatística e anuários parecem ter algum peso, importaria que o Boletim Oficial de cada colónia que, no AHU, constitui uma coleção exaustiva, fosse objeto de acesso mais facilitado sob formato digital. A riqueza de conteúdos justifica-o e é nesse sentido que se estuda a disponibilização on-line do Boletim Oficial de Timor e que faria sentido encontrar formas partilhadas de o fazer em relação a outros Boletins Oficiais.

Ana Canas. Directora do Arquivo Histórico Ultramarino e Investigadora Auxiliar do Centro de História  da Universidade de Lisboa. Doutorada (PhD) em Library and Information Studies no University College London, Especialista em Ciências Documentais – Arquivística e Mestre em História Moderna de Portugal na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Foi arquivista no Arquivo Nacional da Torre do Tombo, docente no Departamento de História da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa e assistente de investigação no Instituto Gulbenkian de Ciência. Colaborou como docente na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa na Pós-Graduação Gestão e Curadoria da Informação e anteriormente no Mestrado de Ciências da Informação e da Documentação, área na qual tem arguido teses e participado em júris. Algumas referências bibliográficas: “Storytelling: Private papers versus official records in 18th and 19th-century Portugal” In Rethinking the Archive in Pre-Modern Europe: Family Archives and their Inventories from the 15th to 19th Century / Maria de Lurdes Rosa, Randolph C. Head (ed.). Lisboa: Instituto de Estudos Medievais, 2015, p. 37-43;  “Memórias Abertas de Moçambique e Arquivos Imperfeitos” in Atas do Congresso Internacional Saber Tropical em Moçambique: História, Memória e Ciência. [Lisboa]: IICT, 2013, p.1-14; Governação e Arquivos: D. João VI no Brasil. Lisboa: IAN/TT, 2007; O Tribunal da Inquisição no Estado da Índia: Origens (1539-1560). Lisboa: AN/TT, 1995

Paulo Tremoceiro é Chefe de Divisão de Comunicação e Acesso do Arquivo Nacional da Torre do Tombo (ANTT) desde Junho de 2007. Dentro das suas competências, é responsável pelo Gabinete de Leitura Pública e Referência, e pelo Gabinete dos Depósitos. Desde 1989 a 2007, esteve integrado na Divisão de Arquivística tendo procedido, entre outros, à descrição dos seguintes fundos documentais: Ministério do Reino, Ministério dos Negócios Eclesiásticos e de Justiça e Secretariado Nacional de Informação.Foi gestor, entre 2003 e 2007, pelo programa de descrição arquivística CALM.

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