P02 – Novos e velhos mundos no papel: imaginários literários, culturais e imperiais na imprensa do período colonial

23.05.2017, A​uditório C1.04​, 1º piso, Edifício II, ISCTE-IUL

P02.A – 09.00-10.20 | P02.B – 10.30-11.50 

Sandra Sousa – University of Central Florida, EUA

Nazir Can – Universidade Federal do Rio de Janeiro, Brasil

Resumo: Neste painel convidamos a uma discussão sobre como diversos meios de comunicação serviram para divulgar uma certa ideia de literatura – e, com ela, várias visões de mundo – durante o império colonial português. Pretendemos ainda observar as pontes de divulgação literária e cultural entre as então colónias portuguesas e a metrópole com o fim de examinar como as relações e os embates culturais, literários e identitários entre estes territórios emergiram e se transformaram no quadro da transmissão de ideias e pensamentos desses veículos. Alguns exemplos de periódicos e revistas a ter em conta serão: O Brado Africano, a Claridade, Mensagem, Cultura II, O Boletim Geral das Colónias/Ultramar. Num sentido mais amplo, temos como intenção explorar como estes espaços heterogêneos de divulgação contribuíram para a construção de um imaginário cultural sobre cada um dos territórios e sobre o Portugal colonizador.

Palavras-Chave: Imprensa colonial; literatura; artes; imaginário cultural


P02.A – 09.00-10.20


1. Sandra Sousa, University of Central Florida, EUA

“Artes e Letras Coloniais/Ultramarinas” no Boletim Geral das Colónias e do Ultramar

Nesta apresentação proponho discutir o Boletim Geral das Colónias e o Boletim Geral do Ultramar como veículos informativos sobre o campo da arte e das letras durante o Império Colonial Português. Tendo por base a publicação mensal neste Boletim, a partir de Fevereiro de 1948, de uma secção de “Artes e Letras,” pretendo averiguar e discutir a súbita integração de um espaço dedicado à divulgação literária e cultural; a forma como esta divulgação é transmitida ao público; as vantagens deste tipo de divulgação no espaço colonial português; a dinâmica entre o centro e as periferias; e, num sentido mais abrangente, como este espaço contribuiu para a construção de um imaginário cultural sobre as colónias e sobre Portugal colonizador.

Palavras-Chave: Boletim Geral das Colónias/Ultramar, divulgação literária e cultural


2. Aida Freudenthal, investigadora independente, Portugal

Da Mensagem ao Anti-Colonial – consciência cultural e denúncia política

Este texto assume um carácter restrito ao abordar um Boletim intitulado Mensagem, publicado entre 1948-1952 e, após interrupção, de novo entre 1957-1964. Ao longo desse período, uma associação composta por estudantes originários das colónias e da então “metrópole”- a Casa dos Estudantes do Império – informou não apenas os seus associados como sensibilizou sectores mais vastos da juventude em Portugal e no Império. Desde a afirmação das culturas asiáticas e africanas em toda a sua diversidade e especificidade, à defesa dos direitos cívicos dos povos das colónias, as temáticas tratadas não descuraram a definição de percursos identitários próprios, através de conteúdos literários, musicais e artísticos inovadores. Lutando pela sobrevivência, a Mensagem empenhou-se ainda no reforço da solidariedade associativa, na defesa dos direitos dos estudantes, em articulação estreita com o movimento estudantil português e internacional nas décadas de 1950-60. O seu último número, publicado em 1964, coincidiu com o aparecimento do jornal Anti-Colonial, com 4 números estampados numa imprensa clandestina do PCP. Um novo contexto político fez surgir esta publicação que denunciou abertamente a guerra colonial iniciada em 1961 e em relação à qual a juventude portuguesa assumiu gradualmente uma posição cada vez mais crítica. Propomos averiguar as pontes existentes entre as duas publicações e o modo como exprimiram momentos distintos no processo de extinção do império colonial português.

Palavras-Chave: Casa dos Estudantes do Império, Mensagem, Anti-colonial, guerra colonial


3. Duarte Drumond Braga, Universidade de São Paulo, Brasil

Entre Saudosismo e as Vanguardas: o manifesto da Revista da Índia (1913)

No dealbar do século XX, há uma geração de publicistas goeses interessados em aproximar a sua comunidade, a católica de língua portuguesa, do imaginário da Índia clássica. É esse grupo de escritores e de poetas que surge, em 1913, a Revista da Índia, coordenada por Paulino Dias e Adolfo Costa. O manifesto que a inaugura, da provável autoria do primeiro, constitui uma reflexão estético-ideológica (mas também sócio-política) de grande interesse, que esta comunicação se propõe estudar. O texto parece propor um compromisso com o contexto literário português do seu tempo (sobretudo com a Renascença Portuguesa e a noção de renascimento, central nesse grupo portuense); por outro lado, celebra a ideia cosmopolita de modernidade, apostando no seu aspecto incendiário, demolidor (palavras do texto), noções que se aproximam das Vanguardas e do Modernismo, mesmo que os textos da maior parte dos autores não confirme este segundo aspecto em termos propriamente estéticos. Em tempos de centenário de Orpheu e de reavalização internacional do Modernismo, não se pode perder a oportunidade de conhecer a ação vanguardista em língua portuguesa no seu todo, que certamente não se reduz à revista Orpheu nem à Semana de Arte Moderna, no caso brasileiro, e de tentar ler a esta luz, guardadas as devidas proporções e hesitações estético-ideológicas, um objeto tão interessante como o manifesto da Revista da Índia.

Palavras-Chave: Goa, Índia, Renascença, Modernismo, Vanguardas, Brasil/Portugal


 4. Hilarino da Luz, CHAM, FCSH, Universidade NOVA de Lisboa, Universidade dos Açores, Portugal

O impacto da Claridade na instauração do modernismo literário em Cabo Verde

A literatura cabo-verdiana conheceu a renovação temática e formal com a publicação da revista Claridade, em março de 1936, na ilha de S. Vicente. Dada à estampa em duas fases, viveu um momento de marcado silêncio, entre 1938 a 1946. A primeira fase, de março de 1936 a março de 1937 e com apenas três números publicados, ficou marcada pela colaboração de poucos redatores. Aos seus fundadores (Baltasar Lopes, Manuel Lopes e Jorge Barbosa) acrescentaram-se apenas os nomes de Osvaldo Alcântara (pseudónimo de Baltasar Lopes), Pedro Corsino de Azevedo, com dois poemas no primeiro número, e um artigo de José Osório de Oliveira no segundo número. A segunda fase, com seis números publicados e irregulares, decorreu de 1947 a 1960. Assim, em 1947 foram publicados os números quarto e quinto; em 1948 o sexto; em 1949 o sétimo, em 1958 o oitavo e em 1960 o nono. Nuno Miranda foi editor dos números quarto a sétimo e Joaquim Tolentino dos números oitavo e nono. Houve, com a sua publicação, o descerramento de novas hipóteses estéticas, temáticas, iniciando o modernismo literário em Cabo Verde, e transformando-se os autores em agentes da sua própria circunstância, através da resistência e da não-aceitação de uma propaganda cultural, económica que contagiava os habitantes do arquipélago.

Palavras-Chave: Cabo Verde; literatura, Claridade; modernismo


P02.B – 10.30-11.50


5. Carlos Valentim, ISCTE-IUL, Portugal

Um boletim para redescobrir a Guiné Portuguesa

Entre 1946 e 1973 publicaram-se 110 números do «Boletim Cultural da Guiné Portuguesa» e um número especial. Inicialmente, a tónica do discurso, inserto nesta publicação periódica, era a do redescobrimento da «Guiné». Depreende-se, assim, facilmente, que o Boletim surgiu como um instrumento de saber(es) ao serviço do governo colonial local, enquanto se processava a recomposição do Império português após o fim da Segunda Guerra Mundial.  O Boletim Cultural da Guiné Portuguesa impôs-se rapidamente como um periódico inovador no conjunto de outras publicações congéneres. Importa, desta forma, colocar duas questões: a do alcance da influência de outros periódicos estrangeiros, sobretudo do boletim do «Institut Français de l’Afrique Noire», na sua edição, produção e conceção; e a um segundo nível, o seu impacto no nascimento de periódicos similares no Império e no próprio espaço metropolitano português.

Palavras-Chave: Boletim, Centro de Estudos, Colónia, Guiné, Institut Fundamental de l’Afrique Noire


6. Maria de Deus Manso, Universidade de Évora / CICP, Portugal e Manuel Lobato, Centro de História, Universidade de Lisboa, Portugal

Uma amostragem sugestiva sobre jesuítas e jesuitismo na história cultural e na historiografia goesas: o Boletim do Instituto Vasco da Gama (1926-1960)

O Boletim do Instituto Vasco da Gama, publicação iniciada nas vésperas do Estado Novo, representa o contributo mais rico para a história de Goa por parte de autores goeses ao longo dos últimos 35 anos do regime colonial. No BIVG ocupam lugar de destaque ensaios como “”A mulher indo-portuguesa””, de Propércia de Figueiredo, obra publicada de 1928 a 1931. Entre os autores de estudos de maior dimensão figuram historiadores e homens de cultura goeses como Amâncio Gracias, Delduque da Costa ou Benedito Gomes. Da autoria de P. Pissurlencar, expoente máximo da historiografia goesa do século XX, “”Portugueses e Maratas””, obra saída no BIVG entre 1928 e 1933, viria mesmo a merecer uma edição em separado.

Esta comunicação propõe-se analisar de que forma, no processo de reescrita da história religiosa e cultural goesa, estes e outros renomados colaboradores do BIVG recuperaram, numa ótica de construção identitária, os escritos e as figuras de jesuítas do padroado português. Esta amostragem de autores goeses, embora restrita, permite perceber uma ligação estreita entre a forma como as elites goesas se percecionavam a si mesmas e uma suposta imagem de marca legada pelos jesuítas, realçando o seu papel político como mediadores e agentes de diplomacia, ou tão só o seu papel como agentes culturais e educadores, precursores da imprensa e dos estudos linguísticos dos vernáculos indianos, criadores de facto ou fictícios de tradições populares situadas entre a etnografia, o mito e a memória.”

Palavras-Chave: Jesuítas, Goa, historiografia, cultura


7. Daniel Melo, CHAM, FCSH, Universidade NOVA de Lisboa, Universidade dos Açores, Portugal

A recepção da obra e do legado de Mohandas Karamchand Gandhi no Portugal colonial: entre a paz e a guerra

Nesta comunicação procuramos analisar a recepção da obra de Mohandas Karamchand Gandhi no Portugal colonial do século XX. Gandhi foi um dos mais destacados líderes da independência indiana do jugo colonial inglês e, nesse sentido, tem pertinência averiguar como foi feita a recepção da sua obra e do seu legado na imprensa portuguesa. Nesta imprensa incluiremos também a imprensa “metropolitana” que dava destaque aos temas coloniais, como a influente revista Seara Nova. A independência da Índia iria marcar o fim da Índia portuguesa, daí também interessar ver se a obra de (ou sobre) Gandhi pôde passar o crivo da censura nos anos 1950 e até 1974. Antes dessa ruptura já Gandhi havia publicado as suas memórias, entre outros trabalhos, as quais foram editadas em Portugal em 1943, com paratextos cuidados do goês Telo de Mascarenhas. Num contexto tão disruptor como o da II Guerra Mundial, que objectivos visaria o publicista com este seu gesto? Depois disso saíram outros livros, em especial a tradução, pela Aster, da biografia de referência escrita por Louis Fischer. A influência de Gandhi recua à sua estadia interventiva na África do Sul segregacionista, onde chegou a dirigir um periódico (o Indian Opinion), um duplo legado que também se procurará rastrear nas folhas dos seus leitores portugueses.

Palavras-Chave: Gandhi; recepção do pensamento e obra; colonial; Goa; Índia; nacionalismo


8. Tereza Sena, Centro de Estudos das Culturas Sino-Ocidentais, lnstituto Politécnico de Macau, Macau, China

 O “Instituto de Macau” e o Ideário Programático Intelectual Português de Macau dos Inícios do Século XX

O “Instituto de Macau” (1920) consubstancia um projecto de produção e acção cultural; perservação documental e de intervenção “estética” que sobreviverá à instituição, persistindo como ideário programático intelectual português em Macau no Século XX. Nele radicam a criação do museu, biblioteca/arquivo; a publicação dos “Arquivos de Macau”, compilando documentos, iconografia e vestígios arqueológicos e reproduzindo jornais antigos; a elaboração de um 1º manual escolar sobre a História de Macau; a realização de estudos de cariz historiográfico, etnográfico, linguístico, artístico e de alguma sinologia, divulgados por via da conferência, da exposição ou da edição, em livro ou na Imprensa.

Assim, reequacionaremos o estudo da instituição para além da referência à sua escassa actividade e à reprodução da fotografia testemunhando a simbólica romagem dos seus membros ao busto de Luís de Camões, já que a associação almejava “o estudo da acção e influencia portuguesas no oriente e o da sinologia sob todos os seus aspectos”. Propomos, por isso, uma abordagem prosopográfica do ideário programático sistematizado na criação do “Instituto de Macau” desenhando a biografia cultural colectiva do grupo a ele ligado com vista à prossecução desse projecto de intervenção cultural, científica e cívica, que também englobava a Imprensa, trazendo-se a questão para a, em Macau, tão negligenciada esfera da história das ideias, e, consequentemente, para o campo mais vasto dos estudos comparativos.

Palavras-Chave: Memória, cultura, arquivo, historiografia, imprensa, associativismo cultural, Macau, “Instituto de Macau”, “Arquivos de Macau”

(por motivos imprevistos não estará presente)


BIOGRAFIAS


Aida Freudenthal nasceu em Moçambique, Maputo. Concluiu em 1990 o Mestrado em História Contemporânea, com enfoque em África e Angola, na FCSH da Universidade Nova de Lisboa. Foi fellow researcher (1992-2004) no Centro de Estudos Africanos do Instituto de Investigação Científica Tropical, Lisboa, tendo efectuado pesquisa documental em vários países. As suas áreas de interesse e pesquisa têm incidido sobre História de Angola dos séculos XIX-XX, com particular incidência na história social, imprensa periódica, representações e identidades culturais; história oral; estudos de história rural e história urbana do século XIX; imigração judaica em Angola. Participou com comunicações em colóquios e congressos internacionais, e publicou vários artigos em obras coletivas e revistas. Publicou a sua tese de mestrado com o título Arimos e Fazendas. A transição agrária em Angola entre 1845-1875. Luanda 2004. Coordenou a edição de um Códice angolano do século XVII: O Livro dos Baculamentos. Luanda, 2013. Organizou a seleção documental para a Exposição: CEI. Farol de Liberdade. Lisboa 2014.

Carlos Valentim é doutorado em História (1998) e Mestre em História Moderna (2008) pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Em 2009 concluiu um curso de pós-graduação em História, Segurança e Relações Internacionais no ISCTE – Instituto Universitário de Lisboa, onde é doutorando na mesma área. É professor efetivo da Escola Naval de Lisboa, sócio efetivo da Sociedade de Geografia de Lisboa, e investigador do Centro de Investigação Naval da Escola Naval/Marinha Portuguesa. É também investigador do Centro de História Contemporánea do ISCTE- Instituto Universitário de Lisboa. Atualmente é Chefe do Departamento de Museologia do Museu da Marinha de Lisboa.

Daniel Melo é doutorado em História Moderna e Contemporânea pelo ISCTE/IUL. Presentemente, é investigador e vice-coordenador do grupo «Leitura e formas da escrita» do CHAM (FCSH, Universidade NOVA de Lisboa, Universidade dos Açores), onde desenvolve um projecto sobre a circulação do impresso no espaço ibero-americano, com o apoio de bolsa pós-doutoral da Fundação para a Ciência e a Tecnologia. Organizou o dossiê “Um livro, uma revista, uma canção contra a Guerra Colonial” (Cultura, vol. 34, 2015).

Duarte Drumond Braga (Doutor pela Univ. De Lisboa, 2014) é investigador e docente de pós-doutoramento na Universidade de São Paulo. É Doutor em Estudos Comparados pela Universidade de Lisboa (tese: Orientalismo na Poesia Portuguesa do Século XX: Pessanha, Pessoa e Osório de Castro). Atualmente faz parte do Projeto Pensando Goa (financiado pela Fapesp, Brasil) e do Projeto Português de Orientalismo (financiado pelo Fct, Portugal). Seus atuais interesses de pesquisa são as Literaturas de Língua Portuguesa de Goa e Macau, a escrita orientalista portuguesa e a poesia em português (séculos XIX-XX). Co-editou cinco livros e vários artigos sobre esses campos de pesquisa. 

Hilarino Carlos Rodrigues da Luz, natural de Cabo Verde, é Investigador Integrado e Bolseiro de Pós-Doutoramento do Centro de História d’Aquém e d’Além-Mar (CHAM), da FCSH, Universidade Nova de Lisboa e Universidade dos Açores, Doutor em Estudos Portugueses, especialização em Literaturas e Culturas de Língua Portuguesa, com a tese O imaginário e o quotidiano cabo-verdianos na produção literária de Jorge Barbosa, Mestre em Estudos Portugueses, especialização em Estudos Literários, e Licenciado em Línguas e Literaturas Modernas, Variante de Estudos Portugueses, Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, Universidade Nova de Lisboa. Tem vários artigos publicados e uma vasta experiência profissional, nomeadamente como docente de Língua Portuguesa e de História e Geografia de Portugal. Manifesta interesses de investigação nas áreas de Literaturas e Culturas de Língua Portuguesa; Literaturas Africanas de Língua Portuguesa; e Imprensa Colonial, nomeadamente a revista Claridade.

Manuel Leão Marques Lobato é Investigador integrado do Centro de História (Universidade de Lisboa) e docente de História e Estudos asiáticos na FLUL. Áreas de pesquisa: história da presença portuguesa em Moçambique e na costa oriental africana, na Índia e no arquipélago malaio-indonésio (Idade Moderna). Autor e editor de sete livros e dossiers temáticos, entre eles: History of Timor no Journal of Asian History (48.2. Summer 2014); “War-making, Raiding, Slave Hunting and Piracy in the Maluku Archipelago”, in Y. H. Teddy SIM (ed.), Piracy and Surreptitious Activities in the Malay Archipelago and Adjacent Seas 1600-1840. Singapura: Springer, 2014. 77-104; “Os Jesuítas perante o islão e a política religiosa do imperador Akbar. Notas de leitura”, in F. Contente Domingues, J. Silva Horta e P. D. Vicente (org.), D’aquém, d’além e d’ultramar. Homenagem a António Dias Farinha. Vol. I. Lisbon: Centro de História – FLUL, 2015, pp. 457-478.

Maria de Deus Beites Manso é Professora Auxiliar com Agregação no Departamento de História da Universidade de Évora e colabora regularmente com universidades brasileiras, espanholas, de Macau e do Japão. Em 2015 foi Professora Visitante CAPES na Universidade Federal de Minas Gerais,. Participa regularmente com outros centros de investigação em Portugal: CHFLUL e CEI/ ISCAP, e integra diversos grupos de pesquisa no Brasil certificados pelo CNPq, por exemplo, Escravidão, mestiçagem, trânsito de culturas e globalização – séculos XV a XIX, Jesuítas na América e História do Mundo Ibérico e MAPEAL (Associação de Macau para a Promoção e Intercâmbio entre a Ásia-Pacífico e a América Latina). Ensina História da Expansão e da Colonização Portuguesa, História da Cultura Portuguesa, Teorias e Problemáticas da História da Expansão Portuguesa e Culturas Políticas e Sociedades Coloniais. Os seus atuais temas de pesquisa são: a construção da globalização a partir do século XV, tendo como âmbito a história religiosa, da mulher/género, escravatura e mestiçagens;a CPLP (Comunidade dos Povos de Língua Portuguesa) nos aspetos internacionais das culturas e dos povos lusófonos, em chave histórica.

Nazir Ahmed Can Nazir Ahmed Can é Professor Adjunto A de Literaturas Africanas de Língua Portuguesa na Universidade Federal do Rio de Janeiro. Licenciado em Letras pela Universidade do Porto (2001) e em Humanidades pela Universitat Pompeu Fabra de Barcelona (2011), mestre e doutor pela Universitat Autònoma de Barcelona (2008 e 2011, respectivamente) e pós-doutor pela Universidade de São Paulo (2015), publicou diversos artigos sobre literaturas africanas de língua portuguesa e francesa. É também autor do livro Discurso e poder nos romances de João Paulo Borges Coelho (Alcance Editores, 2015) e co-organizador do volume coletivo Indicities/Indices/Indícios. Hybridations problématiques dans les littératures de l’Océan Indien (Éditions K’A, 2010).

Sandra Sousa. Doutorada em Estudos Luso-Brasileiros pela Brown University, Sandra Sousa é Professora Assistente na University of Central Florida. Os seus actuais interesses de investigação incluem colonialismo, pós-colonialismo; relações raciais, guerra, ditadura e violência na literatura portuguesa e africana contemporâneas; bem como escrita feminina colonial e pós-colonial. Tem ensaios e recensões publicados nos EUA, no Brasil e em Portugal. É autora do livro Ficções do Outro: Império, Raça e Subjectividade no Moçambique Colonial (Esfera do Caos, 2015).

Tereza Sena é investigadora do Centro de Estudos das Culturas Luso-Ocidentais do Instituto Politécnico de Macau. Especialista em Marquês de Pombal, poderes senhoriais e municipais nos finais do Antigo Regime, Vintismo, Sidonismo, Regeneração, Renascença Portuguesa e Inquisição, dedica-se, desde 1988, ao estudo da historiografia e História, cultura e literatura de Macau, incluíndo temas como a autonomia; a história da tradução, do comércio internacional e da missionação na China e Sudeste Asiático. Tem desenvolvido actividade académica a nível internacional e publicado extensivamente em Macau, China, Portugal, Estados Unidos da América, Alemanha, Itália, Tailândia, Hong Kong, Japão, Polónia e Hungria.

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