P04 – Poder colonial, conhecimento e arquivos: revisitando “Along the Archival Grain”

      23.05.2017, Auditório B2.03,​ 2º piso, ​ Edifício II do ISCTE-IUL​

P04.A – 9.00-10.20 | P04.B – 10.30-11.50

Susana Castillo Rodríguez – Saint Anselm College, NH., EUA

Resumo: O painel é focado na análise da imprensa periódica colonial a partir da intersecção de língua, ideologias e poder. Como tal, tencionamos sublinhar as práticas linguísticas e classificatórias desenvolvidas pelos poderes coloniais que configuravam esses periódicos e analisar a circulação nacional e internacional de imagens e de textos através dos domínios imperiais, ao longo do processo de construção do arquivo colonial e do imaginário colonial. Missões, empresas coloniais públicas e privadas dedicadas à exploração de minas, madeira, cacau, e administradores europeus promoveram e usaram esses periódicos como forma de construir, propagar e legitimar o “olhar colonial”.

Baseado na abordagem etnográfica de Ann Laura Stoler aos arquivos-como-assunto, este painel assume os arquivos coloniais como lugares de produção, não só de discursos e imagens mas, também, de conhecimento. Ao abordar etnograficamente a imprensa periódica colonial, abriremos caminho a revelar criticamente a práticas coloniais de governar, classificar, categorizar, nomear e reestruturar as sociedades nativas. Adicionalmente, ao caminhar contra a poeira das categorias coloniais, as etnografias dos arquivos coloniais e a afirmação da imprensa periódica podem revelar as relações de poder que se encontram enraizadas na violência das distinções sociais e nas formas suaves de gerir as vidas dos povos (Stoler, 2002, 2010)

Palavras-Chave: Arquivo colonial; imaginários culturais; agenciamento nativo e colonial; ideologias da linguagem


P04.A – 9.00-10.20


1. Albert Farré, Universidade de Brasilia, PPGAS, Brasil

O debate sobre o trabalho indígena em Inhambane no Boletim da Sociedade de Estudos de Moçambique (BSEM)

Na década de 1930 apareceu o BSEM que passou a ser um dos principais periódicos onde diferentes funcionários coloniais destinados em Moçambique divulgavam conhecimentos científicos da colónia. Muitos dos artigos descrevem a fauna, flora e recursos naturais de Moçambique, enquanto outros tratam assuntos sociais e históricos relativos aos povos de Moçambique. Neste último grupo merecem especial destaque os administradores da circunscrição. Seus artigos sobre os chamados usos e costumes das gentes da sua circunscrição são o resultado da observação demorada que eles puderam fazer das populações rurais, assim como da imaginação colonial portuguesa. Nesta comunicação focamos em dois administradores que ficaram na circunscrição de Homoíne, na actual província de Inhambane. Joaquim Nunes publicou vários artigos na primeira metade da década de 1930, enquanto António Rita Ferreira o fez nos finais da década de 1950. Os dois autores se preocupam por temas semelhantes, com destaque pela questão do trabalho indígena, pelos efeitos da migração às minas de ouro sulafricanas na economia da colónia, assim como pelos vários assuntos de governação dos indígenas. Neste sentido, os trabalhos de Ann Laura Stoler servem para reflexionar como o arquivo colonial reflete as inquietudes e incertezas dos representantes de um império colonial nas vizinhanças de uma das regiões do mundo que, nas décadas centrais do século XX, experimentou uma industrialização especialmente intensa.

Palavras-Chave: Trabalho, migração, administração colonial, Inhambane.


2. Susana Castillo Rodríguez, Saint Anselm College, NH., EUA

Linguagem, racialização e poder no jornal “Ebano” (na antiga Guiné espanhola)

Ao longo da primeira metade do século XX, o jornal “Ebano” monopolizou a imprensa colonial na Guiné Equatorial. O público leitor era formado principalmente por brancos colonialistas, “finqueros” deslocados da Península para lucrar com a madeira e o cacau. Ao analisar o corpus dos editoriais publicados em “Ebano”, abordarei as seguintes questões: como foram produzidos os imaginários culturais sobre os “indígenas”? Até que ponto estes imaginários culturais implicaram ações de propaganda política? As lógicas de compilação e categorização das fontes textuais correspondem a práticas de racialização e atribuições teóricas de diferença humana? Podemos traçar em “Ebano” (nas suas práticas de recolha e produção de conhecimento) a articulação entre ideologias da linguagem e diferenciações linguísticas, tais como a iconização, a recursividade fractal e o apagamento (J. T. Irvine and Susan Gal, 2009)? Quem são os agentes sociais nestes processos?

Palavras-Chave: Ideologias da linguagem, “Ebano”, Guiné Equatorial, colonialismo linguístico.


3. Maciel Santos (CEAUP), Portugal e Miguel Silva (CEAUP), Portugal

As greves ferroviárias de Angola e Moçambique – contributo para uma perspectiva comparada através da imprensa

Em 1944, a taxa de proletarizarão das regiões sub-sarianas era, relativamente à população total, e excluindo a África do Sul, de apenas 4,1%. As percentagens não reflectem a correlação de forças dos trabalhadores africanos. Em certas regiões e sectores os trabalhadores assalariados estavam concentrados pelo que dispunham de uma situação negocial forte, sem proporção com a reduzida fração da população activa que representavam. Foi o caso dos ferroviários de Angola e Moçambique que nos anos 1917-26, desencadearam movimentos de paralisação do tráfico com impacto nacional e internacional – recorde-se que os caminhos de ferros que terminavam no Lobito, na Beira e em Lourenço Marques eram vitais para o capital mineiro internacional. Tem-se salientado que a composição desta classe – maioritariamente europeia e exigindo um trabalho em geral qualificado – não a predispunha a uma acção irradiadora para o restante proletariado africano. No entanto, apesar de alguns trabalhos sobre as greves de Moçambique, não se conhece suficientemente como estas se articularam com a sociedade local e até com o movimento organizado na metrópole. A imprensa de Angola e de Moçambique permite alargar a visão comparada, sobretudo se complementada com o que a imprensa metropolitana difundia desses conflitos. Esta comunicação visa, através da uma amostra da imprensa angolana, moçambicana e metropolitana, contribuir para uma visão mais global de um dos mais primeiros grandes movimentos operários africanos.

Palavras-Chave: Imprensa operária; ferroviários, Angola; Moçambique

(por motivos imprevistos não estará presente)


4. Mikko Toivanen, European University Institute, Florence, Itália

Espaços contestados: resenhas de literatura de viagem na imprensa colonial britânica enquanto campo de luta para a legitimação da sociedade colonial

Esta comunicação analisa o modo como a imprensa colonial britânica reagiu ao boom da literatura popular de viagens sobre as possessões britânicas na área do Oceano Índico na metade do século XIX. Uma leitura atenta de resenhas e trechos destes livros, bem como de editoriais dedicados a este tópico publicados na imprensa colonial mostra que, para além de preocupações puramente literárias, o problema de como escrever sobre as colónias se tornou uma questão de relevância política amplamente debatida. Olhando para revistas publicadas tanto na metrópole quanto nas colónias – entre as quais a conceituada “Calcutta Review” é um exemplo deste segundo grupo – a análise mostra que as elites culturais coloniais se preocupavam bastante com o que definiam de triviais e frívolos relatos de viagens, receando que a popularidade dos mesmos pudesse afetar a reputação da sociedade colonial, enquanto que os jornais metropolitanos recebiam positivamente estas obras por atrairem um amplo público de leitores. O receio das elites coloniais tinha uma conotação tanto social quanto geográfica, já que os autores populares de literatura de viagens eram muitas vezes de uma classe social mais baixa, como por exemplo soldados e/ou recém-chegados e residentes temporários pouco enraizados no Oriente, impiedosamente denegridos nas críticas com o rótulo de turistas “Cockney” e “John Bull” viajantes. As resenhas literárias então tornam-se uma arena de auto-defesa para as elites coloniais receosas de perder a sua influência nos interesses metropolitanos na sequência da abolição da Companhia das Índias Orientais em 1858.

Palavras-Chave: Imprensa colonial, Índia britânica, Oceano Índico, literatura de viagens, receção.


P04.B – 10.30-11.50


5. Nathalie Tousignant, Université – Saint-Louis-Bruxelles, Bélgica

Travail et Progrès. O trabalho nos periódicos coloniais jurídicos da Bélgica (1920-1940) como pilar da visão imperial para o Congo

Travail et Progrès (Trabalho e Progresso), o lema tanto do Estado Livre do Congo quanto do Congo Belga, resume os valores fundamentais da visão imperial desenvolvida na Bélgica ao longo dos séculos XIX e XX. Esta contribuição foca o período entre guerras enquanto Era de Ouro em que se criam novos modelos sociais para impor a modernidade aos congoleses. Esta perceção, partilhada pela maioria dos agentes da administração, da justiça, das missões e das companhias privadas, tinha de ser traduzida em poucas regras que enquadrassem o trabalho livre e forçado. Utilizando os primeiros períodos totalmente dedicados à legislação e à jurisprudência coloniais, publicados quer em Bruxelas, quer em Elisabethville (hoje Lubumbashi, Katanga), seguirei os usos do trabalho, as palavras associadas ao conceito e às ocorrências frequentes para traçar a genealogia ideológica a partir de uma abordagem quantitativa. Neste estudo de caso, limitado às autoridades coloniais (Ministério das Colónias em Bruxelas, Conselhos coloniais e Governo geral em Boma, depois em Léopoldville) o contexto irá proporcionar um melhor conhecimento sobre a autoria e os debates. A promoção do trabalho e, ao mesmo tempo, a luta contra o que vinha sendo definido de “preguiça” seriam o caminho para a modernidade, entendida como um modelo para as sociedades congolesas extremamente paternalista e evolucionista.     

Palavras-Chave: Bélgica, Congo, trabalho, periódicos jurídicos.

6. Annie Shelley, University of Western Australia, Australia

O Hotel Shepheard no Cairo: Emblema da força e da estabilidade da Grã-Bretanha do século XIX na “Illustrated London News”

O hotel colonial do século XIX, enquanto plataforma coletiva na qual circulou a vida quotidiana dos europeus nas colónias, funcionou historicamente como símbolo evidente do poder colonial. A exibição material do poder no espaço arquitetónico teve grande importância para a dominação colonial britânica no Egito, já que as autoridades britânicas lutaram para derrotar o nacionalismo egípcio e os rebeldes sudaneses. As perdas britânicas, desastrosas e crescentes, foram tanto cativantes quanto assustadoras para o público britânico. As representações da vida no icónico Hotel Shepherd no Cairo foram uma forma eficaz para comunicar (e justificar) ao público metropolitano o domínio colonial britânico na região. Esta comunicação aborda a ilustração “Shepheard’s Hotel, Cairo” de Richard Caton Woodville, publicada em 1884 numa edição do célebre semanário “Illustrated London News” (ILN) em relação ao contexto social, político e cultural da presença britânica no Egito. A comunicação defende que o ILN utilizou o hotel e os seus arredores – quintessência da identidade britânica – como forma de afirmar a agenda política da Grã-Bretanha no Egito e no Sudão. Ao apresentar a ilustração do hotel e dos seus célebres terraço e arredores como uma despreocupada mise-en-scene do Cairo no fim do século XIX, o ILN reafirmava a estabilidade junto do público britânico, contribuindo para vulgarizar as ideias vitorianas sobre o papel das mulheres nas colónias, a expansão militar e os estereótipos orientalistas.

Palavras-Chave: Grã-Bretanha, expansão militar, imprensa ilustrada, propaganda, imperialismo, hotel colonial.


7. Monica Palmeri, Università degli Studi della Tuscia, Itália

Ambiente construído e “arquiteturas de papel”: reflexões críticas sobre o tema da “ambientazione”

No primeiro Congresso Nacional de Urbanismo (Roma, 1937) Carlo E. Rava afirmou que “os arquitetos têm de compreender a verdadeira questão da construção colonial, o problema da “italianità” e, ao mesmo tempo, do ambiente, da atualidade, da cultura, da dignidade e do poder: a arquitetura colonial tem de traduzir a afirmação imperial mas também a procura pela “ambientazione”, ou seja, uma combinação de uma modernidade elaborada e uma profunda compreensão das instâncias do clima, da latitude e da cor.” O discurso de Rava realça uma questão interessante: a presença da “ambientazione” enquanto caraterística desejada para o futuro da arquitetura do Império. Trata-se de uma presença significativa na medida em que define uma relação dialética com a atividade anterior do arquiteto, baseada nos princípios do Racionalismo italiano que recusava o conceito de “ambientazione”. Para além disso, a ideia de “ambientazione” pode ser encontrada também na organização das exposições coloniais tanto na metrópole quanto nas cidades coloniais. Definidas por Renato De Fusco como “arquiteturas de papel”, as exposições temporárias contribuiam, neste caso, para configurar o problema maior da tipologia de linguagem escolhida na construção da imagem do Império, a nível arquitetónico e museográfico. Esta comunicação pretende realçar, por um lado, o problema relacionado ao conceito de “ambientazione” na construção colonial a partir de uma perspetiva museográfica; por outro lado, mostrar o modo como foi apresentado aos leitores da imprensa colonial.

Palavras-Chave: imprensa colonial, arquitetura, racionalismo, colónias, propaganda, museografia.


8. Ana Vaz Milheiro, DINÂMIA’CET, ISCTE-IUL, Portugal

“Cabo Verde – Boletim de Propaganda e Informação” (1949-63): A construção da periferia do Império Português na imprensa local

Publicado entre 1949 e 1963, por um total de 156 edições e 177 números, o “Cabo Verde- Boletim de Propaganda e Informação”, tal como outros períodicos coloniais promovidos durante a última fase do colonialismo português, tornou-se um veículo de informação sobre os principais eventos ocurridos em Cabo Verde. Inspirou-se em outros periódicos análogos, como por exemplo o pioneiro “Boletim Cultural da Guiné Portuguesa”, seguindo o modelo editorial do “Boletim Geral da Colónias/ do Ultramar”, criado trinta anos antes. Promovido pela elite cultural cabo-verdiana, não fica claro se os editores e colaboradores estavam cientes da função de propaganda do boletim ou se interpretavam o seu próprio desempenho como uma reivindicação (por exemplo, chamando a atenção para a falta de investimentos por parte do governo central). Esta comunicação pretende lançar um primeiro olhar sobre o papel deste periódico na consolidação de um imaginário construído em Cabo Verde, uma das regiões mais deprimidas do antigo império colonial português. Focar-se-ão os tópicos abordados (a cidade, a arquitetura e as obras públicas) questionando as estratégias editoriais, tais como a repetição de notícias, que induzia procedimentos dinámicos (em particolar relacionados com as obras públicas) que não correspondiam à realidade, e também referindo o uso crescente da fotografia como forma de ilustração dos empreendimentos públicos. Uma das questões fundamentais que serão abordadas diz respeito ao modo como a elite cabo-verdiana reagiu à ação do governo, com base na receção das grandes obras públicas.

Palavras-Chave: Cabo Verde, Obras públicas coloniais, infraestruturas territoriais.


BIOGRAFIAS


Albert Farré é doutor em História (2005) e licenciado em Antropologia social pela Universidade de Barcelona. Tem feito trabalho de campo etnográfico em Moçambique, Uganda e R. D. Congo. Foi Investigador Pós-Doutorado no Centro de Estudos Africanos (ISCTE-IUL) (2006-2012), e no Human Economy Progamme da Universidade de Pretoria (2012-2014). É investigador PNPD-CAPES no Programa de Pós-graduação em Antropologia Social da Universidade de Brasília.

Ana Vaz Milheiro é Professora Auxiliar, com Agregação, no ISCTE – Instituto Universitário de Lisboa e investigadora no DINÂMIA’CET-IUL. Doutorada pela Universidade de São Paulo, Brasil (2004). Autora do livro “Nos Trópicos sem Le Corbusier, arquitectura luso-africana no Estado Novo”, que recebeu o Prémio Crítica de Arte e Arquitectura da AICA (Associação Internacional de Críticos de Arte/Secção Portuguesa)/Fundação Carmona e Costa. Actualmente é Investigadora Responsável do projecto “Coast to Coast – Desenvolvimento infraestrutural tardio na antiga África continental portuguesa (Angola e Moçambique): Análise histórico-crítica e avaliação pós­colonial”, financiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT).

Annie Shelley é doutoranda em Artes Visuais na University of Western Australia. O título da sua tese é: Painting the Nile: Women’s artistic representations of The Orient in the mid to late nineteenth century. Tem formação na área do Estudos anglófonos e artísticos. É também artista e trabalha no domínio do desenho e criação de têxteis.

Maciel Santos. Doutor em História Moderna e Contemporânea pela FLUP (Faculdade de Letras da Universidade do Porto). Professor Auxiliar no Departamento de História da FLUP; é investigador e membro da Comissão Científica do Centro de Estudos Africanos da Universidade do Porto (CEAUP). Dirige actualmente a revista de Estudos Africanos do CEAUP, Africana Studia. Tem pesquisado e publicado sobre problemáticas políticas e económicas do período colonial em África.

Miguel Filipe Silva. Doutorando em História Contemporânea, tem um Curso Doutoral em Estudos Africanos pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto  (FLUP) e um MBA (Master Business Administration) pela Universidade Católica Portuguesa. É investigador no Centro de Estudos Africanos da Universidade do Porto (CEAUP) e docente convidado da FLUP nos mestrados de Relações Internacionais e Estudos Africanos. A sua investigação incide sobre temáticas do movimento operário e da economia social e solidária. Foi editor da revista científica “Africana Studia”, do CEAUP.

Mikko Toivanen está a fazer doutoramento no Istituto Universitario Europeo de Florença, Itália. Tem licenciatura em História e Ciência Política pela Universidade de Warwick (2012) e Mestrado em História Colonial e Global pela Leiden University (2014). Os seus interesses de pesquisa incluem a história colonial britânica e holandesa no Sudeste Asiático; história da viagem, e a história cultural do imperialismo.

Monica Palmeri (Palermo, 1989) é mestre em História e Teoria Crítica desde fevereiro de 2015. É doutoranda em Ciências históricas e da conservação do patrimônio cultural na Universidade de Viterbo, Itália. O seu projeto foca as exposições coloniais em Itália da época da ditadura fascista.

Nathalie Tousignant é Professora titular de História contemporânea na Universidade Saint-Louis-Bruxelles. O seu projeto de investigação foca o passado imperial da Bélgica e as relações entre a Bélgica e o Congo, com enfoque especial na história do direito e da justiça em contextos coloniais. Os seus interesses de pesquisa incluem também a integração europeia; a criação de conhecimentos partilhados através do desenvolvimento de campos de pesquisa específicos, bem como a implementação de novas revistas científicas, bolsas e redes.

Susana Castillo Rodríguez é doutorada em Antropologia (UCM-Espanha) e em Linguística hispánica (CUNY, USA). É professora auxiliar de Línguas e literaturas modernas no Saint Anselm College, NH. Atualmente trabalha sobre políticas linguísticas coloniais e missionárias na Guiné Equatorial. A sua investigação foca as histórias e as ideologias linguísticas. As suas publicações sobre linguística Afro-hispánica incluem: El proyecto con agentes nativos de la misión jamaicana en Fernando Póo: su herencia colonial. In Revista Éndoxa. Nº 37. June 2016; The Circulation of Language: Cuban and Afro-Cuban Loanwords in Equatorial Guinea. International Journal of the Sociology of Language. Issue 239 (2016); La colonización lingüística de España en Guinea Ecuatorial. Platô. Instituto Internacional da Lingua Portuguesa. Coordenou a tradução espanholanof de Languages Ideologies. Ed. by Schieffelin, Kroskrity and Woolard (Ideologías lingüísticas: práctica y teoría. La CATARATA –UNESCO ETXEA, 2012).

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