P08 – Trânsitos em revista: releituras da imprensa periódica literária do período colonial no espaço do Oceano Índico

23.05.2017, Auditório B2.03,​ 2º piso, Edifício II do ISCTE-IUL

P08.A – 12.00-13.20 | P08.B – 14.30-15.50

Ana Mafalda Leite – CEsA/CSG-ISEG e FLUL, Portugal

Jessica Falconi – CEsA/CSG-ISEG, Portugal

Resumo: A importância da imprensa periódica cultural e literária na formação das literaturas das antigas colónias portuguesas em África e na Ásia  é hoje um dado adquirido. Constituída por uma ampla variedade de formatos – revistas, folhas, cadernos, suplementos ou páginas culturais – esta tipologia de imprensa proporcionou dados fundamentais para a periodização histórico-literária. Contudo, as publicações periódicas da época colonial permanecem ainda pouco estudadas no domínio dos estudos culturais e literários, quer enquanto objetos autónomos (Andrade, 2009), quer enquanto fontes para análises mais aprofundadas das “redes de discurso” e das dinâmicas de produção, circulação e receção da literatura nos espaços “periféricos” das colónias. Quais os trânsitos culturais e as reconfigurações identitárias veiculadas pela imprensa periódica colonial, cujo símbolo é, de acordo com Helgesson (2009), o “envelope castanho” em viagem constante entre centros e periferias, bem como entre periferias que se tornam centros?

Pretendemos estimular novas leituras da imprensa literária colonial produzida no espaço do Oceano Índico, quer através de estudos de casos, quer a partir de visões mais abrangentes centradas em tópicos quais: circulação, receção, tradução e viagens de ideias, obras, literaturas e teorias. Privilegiar-se-ão também comunicações sobre trajetórias de personalidades ligadas a estes espaços (jornalistas, críticos, autores, ilustradores) cuja atividade permanece ainda pouco explorada.

Palavras-chave: imprensa literária – circulação – Oceano Índico


P08.A – 12.00-13.20


1. Helder Garmes, Usp/Fapesp/CNPq, Brasil

Literatura e política em O Académico (1941-1943) de Goa

A presente comunicação tem por objeto O Académico, periódico bimensal surgido em novembro de 1940 em Goa, sob a direção do médico Quensoa Mortó Bandari e impressa na Tipografia “Diário da Noite”, na então cidade de Nova Goa, hoje Panjim. Teve sua origem na União Académica, associação de jovens intelectuais goeses. Neste estudo, busca-se realizar um trabalho introdutório acerca do conteúdo dessa publicação, focalizando seu escopo literário e seu lugar no cenário cultural goês. Em sua muito sucinta apresentação, O Académico afirma ter por propósito “a emancipação intelectual da mocidade goesa”. Esse desejo parece ter sido uma constante no âmbito da imprensa cultural de língua portuguesa daquela colônia, que podemos remontar à iniciativa semelhante feita quase um século antes com A Ilustração Goana (1864-1866). Se ambos os empreendimentos se assemelham na sua proposição geral e dão grande destaque à literatura, certamente são muitos distintos nas especificidades de suas condições de produção, circulação e inserção cultural. A década de 1940 foi fortemente marcada pela ditadura salazarista, quando a literatura e a reflexão artística, em geral, podiam ser o lugar de fala possível, sem evidentes conotações políticas. É, portanto, a partir da matéria literária que buscaremos realizar uma leitura do que representou culturalmente O Acadêmico no contexto do governo de Salazar.


2. Maurice Loukou​, Usp/Fapesp/CNPq, Brasil       

A voz que clama n’O Ultramar: o olhar crítico de Francisco João da Costa sobre a sociedade goesa no século XIX

No século XIX, com o advento do liberalismo em Portugal, a função da imprensa ganhou novo caráter e passou a ser espaço laico de disputas políticas e culturais. Em Goa, antes do que na maioria de outras colônias portuguesas, cedo floresceu uma imprensa periódica que parcialmente refletia os interesses de diferentes comunidades dentro de Goa. Francisco João da Costa, goês, brâmane, membro da elite de Margão, também conhecido pelo pseudônimo de Gip, colaborou em O Ultramar, escrevendo a seção “Notas a Lápis”. No mesmo semanário publicou em folhetim uma série de textos intitulados “Jacob e Dulce – cenas da vida indiana”, que foram reunidos em formato de livro em 1896. A crítica da obra recai sobre a imitação dos hábitos europeus por personagens de hábitos indianos. No intuito de reconstituir a dinâmica literária interna e examinar o papel da imprensa periódica na apreensão de alguns aspectos da realidade local, o presente trabalho pretende analisar o texto “A Torna-Bodas”, constituído de três partes e publicado em O Ultramar entre 25/02/1899 e 11/03/1899 sob o título: “Jacob e Dulce: Notas a Lápis”, revelando ser um acrescento da publicação de 1896. Além de se questionar sobre as possíveis razões dessa publicação tardia, também refletiremos sobre o que discute e sua possível recepção junto ao público.

Palavras-Chave: tipografia, imprensa periódica, literatura goesa


3. Giulia Spinuzza, FLUL; CEsA/CSG (ISEG, ULisboa), Portugal

A imprensa periódica colonial moçambicana nas décadas de 50 e 60: literatura e cultura na margem ocidental do Índico

A partir do estudo das secções literárias da imprensa periódica publicada em Moçambique nas décadas de 50 e 60, tencionamos analisar o surgimento do imaginário poético que marca a fase de afirmação e desenvolvimento da literatura moçambicana. Tendo em conta o enquadramento histórico e político das décadas de 50 e 60, bem como a trajectória da imprensa moçambicana na fase tardia do colonialismo, tencionamos questionar a circulação de ideias e obras a partir das secções literárias de alguns jornais e revistas moçambicanas. Para além disso, será feito um levantamento dos textos literários de autores moçambicanos e de origem portuguesa radicados em Moçambique e, por último, seleccionaremos um ou dois autores, cuja obra foi pouco estudada. O corpus da nossa análise é constituído por alguns jornais e revistas moçambicanas, como o Itinerário, o Diário de Moçambique, o Guardian de Lourenço Marquês e A Tribuna de Lourenço Marquês. O resultado da análise permitirá enquadrar uma período-chave da historiografia literária moçambicana a partir da imprensa periódica, com um enfoque na actividade de poetas e autores que se afirmam nas décadas de 50 e 60.

Palavras-Chave: Imprensa periódica, Moçambique, colonialismo tardio, literatura


4. Ada Milani, Università degli Studi di Genova, Itália

Augusto dos Santos Abranches animador dos trânsitos intelectuais na revista Itinerário

Embora reconhecido e celebrado como “agitador cultural da lusofonia” (Saraiva, 2014), Augusto dos Santos Abranches – poeta, crítico, jornalista, artista plástico, livreiro – permanece uma figura pouco estudada. A presente proposta pretende investigar um aspeto da trajetória moçambicana deste intelectual eclético, analisando nomeadamente a sua colaboração com Itinerário. Publicação mensal de letras, artes, ciência e crítica, revista que o autor contribuiu a dinamizar e que deixou de ser editada pouco depois da sua partida para São Paulo. Nas páginas de Itinerário, Abranches, não só assinou numerosos poemas, contos e gravuras, mas desenvolveu também um importante papel a nível de crítica literária, refletindo, por exemplo, sobre a função da criação artística e a intervenção dos intelectuais na sociedade. Não menos relevante, nos anos da colaboração com Itinerário, foi o seu empenho em promover as nascentes literaturas africanas, estimulando a circulação de ideias e abrindo o caminho ao “diálogo afro-brasileiro” (Macedo, 2002) ou afro-luso-brasileiro. É justamente nesta perspetiva que hoje podemos reler e interpretar a rubrica “Novos de Angola” – inaugurada em 1952 e finalizada a divulgar a produção do Movimento dos Novos Intelectuais de Angola –, assim como o intercâmbio literário com Salim Miguel, porta-voz da revista Sul de Florianópolis, onde, graças aos esforços de Abranches, foram publicados contos e poemas de vários escritores africanos e neo-realistas portugueses.

Palavras-Chave: Moçambique; Anos 40 e 50; Revista Itinerário; Augusto dos Santos Abranches


P08.B – 14.30-15.50


5. Carmen Lucia Secco Tindó, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Brasil e Marinei Almeida, UNEMAT/UFMT, Brasil

Virgílio de Lemos e o Projeto Político-Cultural de Mshao

O papel da folha literária Msaho no quadro da literatura colonial. Análise da publicação da Folha Literária Msaho e dos seus colaboradores nomeadamente e em especial da intervenção do organizador Virgílio de Lemos. Procurarei destacar o papel de intervenção cultural deste poeta no quadro da imprensa colonial moçambicana. Como foi possível surgir um tipo de proposta estética e literária em 1952 que veio questionar de forma indireta o quadro da literatura colonial.

Virgílio de Lemos e a proposta poética de Mshao. Os diálogos estabelecidos pelo poeta com movimentos artísticos externos. Tradição e modernidade. Linguagem, poesia e metalinguagem. A importância do Oceano Índico na construção de uma literatura própria e representativa de Moçambique.

Palavras-Chave: Virgílio de Lemos; Msaho; Tradição; Metalinguagem.


6. Vanessa Riambau Pinheiro, UFPB, Brasil; CESA, ULISBOA

Knopfli: entre Caliban e Próspero

A proposta deste trabalho é analisar o papel da revista literária Caliban, publicada em Moçambique entre os anos de 1971 e 1972, na constituição da obra poética de um de seus idealizadores, o poeta Rui Knopfli. Utilizando-se de ironia, o autor recorre a Próspero, o antagonista do personagem que dá nome à revista, Caliban, para intitular seu livro de poesias, publicado ainda em 1972, “A Ilha do Próspero”. A partir do embate entre estes dois personagens shakespereanos, Próspero E Caliban, chegaremos ao cerne da análise: a observância da complexidade de um autor híbrido, cuja identidade é perpassada pela relaçãode pertença que ele estabelece com Moçambique, apesar da desvinculação ideológica e estética ao sistema literário moçambicano. Para o desenvolvimento desta investigação, serão utilizados como embasadores os teóricos Anthony Appiah (1997), Edward Said (2007), Homi Bhabha (1994), Stuart Hall (2003) e Benedict Anderson (2008), entre outros.

Palavras-Chave: Caliban; Moçambique; Rui Knopfli; Poesia.


7. Daniela Spina, CEC – Universidade de Lisboa, Portugal

Dentro e fora de Goa: uma ideia de literatura nas páginas assinadas por Jacinto Caetano Barreto Miranda e Vicente de Bragança Cunha

No âmbito da literatura de Goa em língua portuguesa, dois textos parecem-nos essenciais para situarmos historicamente a consciencialização da existência de uma literatura local. O primeiro, por ordem cronológica, é o artigo “Duas palavras sobre o progresso literário em Goa” de Jacinto Caetano Barreto Miranda, publicado em Lisboa na “Revista Contemporânea de Portugal e Brasil” em 1864. O segundo é a obra “”A literatura indo-portuguesa: figuras e factos”” de Vicente de Bragança Cunha, editada em Bombaim em 1926 e composta por artigos anteriormente publicados no jornal “A Índia Portuguesa”, da qual o autor foi diretor entre 1919 e 1922.

Estes dois textos nunca foram estudados em contraponto, motivação pela qual avançamos com uma proposta de análise comparada, dando atenção às secções dos artigos de Barreto Miranda e de Bragança Cunha em que é valorizado o aporte da imprensa periódica na formação de uma ideia particular de literatura e na circulação desta, assim como a participação do público leitor, tanto goês quanto português e da Índia Britânica. Sustentando que ambos os documentos são passíveis de ser repensados como parte ativa e integrante da historiografia literária de Goa, pretendemos observar nestes, de maneira específica, os conceitos de “progresso literário” (Barreto Miranda) e de “literatura nacional indo-portuguesa” (Bragança Cunha) que se constituem como eixo dos discursos produzidos pelos dois intelectuais em torno desta literatura.

Palavras-Chave: Goa; progresso literário; literatura nacional; imprensa periódica


8. Smita Ajgaonkar-Nayak, Govt.College of Arts, Science & Commerce, Goa, Índia

Reflexões sobre os temas dos contos publicados na imprensa colonial marata em Goa.

Durante a ocupação portuguesa de Goa, as notícias retrataram temas, questões e problemas da sociedade, como também os rebeldes. Havia em Goa diversos jornais de proprietários locais, por exemplo “Bharat”(G.P.HegdeDessai), “Dudhsagar”(Satoskar), “Bhartodaya”,”O Cocanim”, “O Debate” etc., que iam esboçando a sua marca indelével na tela da mudança social. Esta comunicação é uma tentativa de compreender e analisar os conteúdos da imprensa então contemporânea em geral e do “Dudhsagar” em particular.

Além disso, a comunicação aborda vários contos e seus temas numa seleção de números do “Dudhsagar”, já que o conto representa um género literário muito popular e interessante. Foram publicados vários tipos de contos, nomeadamente, contos populares, histórias de fantasia, histórias míticas e morais e outras que reflectiam problemas e questões, os estilos de vida e a cultura dos goeses. Os jornais tinham um alcance limitado, tal como o número de páginas, mas as histórias retratavam uma variedade de tópicos do dia a dia. Histórias simples, vivas e bem construídas como “The Fourth Daughter”,”The Termite” etc., continham um mundo que hipnotizava e influenciava a mente do leitor. A sociedade supersticiosa, a pressão do colonialismo, e os problemas sociais refletiam-se nas histórias coloniais publicadas nos jornais. Os contos proporcionam uma janela sobre o modo como as pessoas negociavam no dia a dia a mudança política, e como isso afetava os seus laços culturais.

Palavras-Chave: Dudhsagar, imprensa colonial, contos,temas, cultura.


BIOGRAFIAS 


Ada Milani obteve o grau de mestre na Universidade de Milão com uma tese sobre o pensamento anticolonialista de Amílcar Cabral. Atualmente é doutoranda em Literaturas Modernas e Comparadas na Universidade de Génova e colabora com a Cátedra de Língua e Literatura Portuguesa e Brasileira da mesma Universidade. Os seus interesses de investigação situam-se na área das literaturas africanas em português e, nomeadamente, no papel da imprensa periódica no surgimento da literatura moçambicana na década de 40 e 50.

Ana Mafalda Leite é Professora Associada com agregação da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, onde leciona Literaturas Africanas de Língua Portuguesa nos cursos de lincenciatura, mestrado e doutoramento. É membro integrado do CESA (Centro de Estudos sobre África, Ásia e América Latina) do  ISEG, ULisboa, onde é investigadora responsável de vários projetos financiados pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT). Tem numerosas publicações sobre literaturas africanas de língua portuguesa, e os seus interesses de investigação incluem também os cinemas lusófonos, os estudos culturais e pós-coloniais, e os estudos do Oceano Índico. Atualmente, coordena o projeto NILUS-Narrativas do Oceano Índico no Espaço Lusófono, financiado pela FCT. É autora de vários livros de poemas, tendo recebido o prémio FEMINA em 2015.

Carmen Lucia Secco Tindó. Doutora em Literatura Brasileira desde 1992. Professora de Literaturas Africanas em português na UFRJ. Supervisora do Setor de literaturas africanas de língua portuguesa (Faculdade de Letras/ UFRJ). Pesquisadora do CNPq. Consultora do CNPq e da FAPERJ. 

Daniela Spina é doutoranda do programa em Estudos Comparatistas do CEC, onde desenvolve uma investigação sobre a história literária de Goa no âmbito dos estudos das literaturas de língua portuguesa, ao abrigo da Universidade de Lisboa (bolsa de apoio ao doutoramento). Formou-se entre Itália e Brasil (Università di Bologna e Universidade Federal de Minas Gerais) e é mestre em Literaturas Comparadas e Pós-coloniais. Atualmente integra a equipa do projeto de investigação “ORION – Orientalismo Português” do CEC.

Giulia Spinuzza, doutoranda da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa orientada pela Professora Ana Mafalda Leite (FLUL e CEsA/CSG, ISEG) e co-orientada pela Professora Carmen Lucia Tindó R. Secco (UFRJ), é actualmente bolseira de investigação no âmbito do projecto Narrativas do Oceano Índico no Espaço Lusófono, financiado pela FCT. É membro colaboradora do CEsA-Centro de Estudos sobre África, Ásia e América Latina (ISEG/ULisboa).

Helder Garmes

Jessica Falconi

Maurice Loukou é doutorando na Universidade de São Paulo e mestre em Letras pela mesma instituição. Entre 2008 e 2013 foi professor auxiliar de Português na Universidade de Cocody, Abidjan, Costa do Marfim.

Marinei Almeida. Doutora em Estudos Comparados de Literaturas de Língua Portuguesa, pela Universidade de São Paulo – USP/Brasil. Professora na Universidade do Estado de Mato Grosso/Brasil e professora Colaboradora do Programa de Pós-Graduação em Estudos da Linguagem (PPGEL) da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) na área dos Estudos Literários, atua nos seguintes temas: Literatura Comparada, Literaturas Africanas de Língua Portuguesa, Literatura e Memória. In: http://lattes.cnpq.br/9246658373031683

Smita Ajgaonkar –Nayak é professora auxiliar no Departamento de Inglês, Govt.College of Arts, Science & Commerce, Quepem, Goa. A sua tese de doutoramento intitule-se ‘Love and protest in the Select Poems of Kamala Das and Imtiaz Dharker’. É membro do conselho executive (Zona Oeste) da AESI (Association for English Studies in India) fundada in 1937; é gestora de conteúdos do projeto e-pgpathshala da UGC (University Grants Commission). Autora de 18 artigos, entre os quais: Conflicting Reality in Kiran Desai’s Hullabaloo in the Guava Orchard, S.D.Sasikiran and M.Latha (Eds), Writing India Anew: Contemporary Indian Women Novelists an Anthology, Maruthi Publications, Guntur, AP, India, PP. 209-213 (ISBN: 9789384361000),2014 and The Quest for Love and Identity in The Poetry of Imtiaz Darker’, Diaspora In Fiction (ed) Ali Farzana,Yking Books, Jaipur.(p.no.125-139), ISSN No.978-93-85528-31-6,2016.

Vanessa Riambau Pinheiro é Professora Adjunta de Literaturas de Língua Portuguesa na Universidade Federal da Paraíba, Brasil. Coordena o Grupo de Estudo e Pesquisa em Literatura e Sociedade Contemporânea (GELISC), o Projeto de Pesquisa Literatura Pós-Revolução em Angola e Moçambique e do Projeto de Extensão Poesia fora da academia (Grupo de declamadores AEDOS). É também pós-doutoranda na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, onde pesquisa a formação do cânone literário em Moçambique sob orientação da Profª Drª Ana Mafalda Leite.

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