P14 – “As mulheres” e a imprensa periódica colonial

24.05.2017, Anfiteatro II, FLUL

P14.A – 14.30-15.50 | P14.B – 16.00-17.20

Jessica Falconi – CeSA/CSG-ISEG, Portugal

Doris Wieser –  CEC/FLUL, Portugal

Resumo: Os estudos existentes sobre o papel das mulheres no antigo império colonial português são relativamente recentes. No que diz respeito, mais especificamente, à escrita das mulheres na imprensa, tem-se focado sobretudo a colaboração literária de vozes proeminentes das literaturas de língua portuguesa emergidas nos espaços outrora coloniais, como no caso de Noémia de Sousa (Moçambique), Alda Lara (Angola), Alda do Espírito Santo (S.Tomé), entre outras. No entanto, a colaboração de mulheres nas publicações periódicas dos diversos espaços coloniais, tanto nas chamadas “Páginas femininas” ou “Páginas da mulher”, quanto noutros domínios e matérias, permanece quase inexplorada.

De que modo as matérias ditas “femininas” publicadas nos jornais por mulheres veiculavam o discurso colonial e/ou abriam espaço para inquietudes e posições alternativas?  De que modo a imprensa periódica colonial constitui um domínio privilegiado para se problematizar a categoria “mulheres” enquanto sujeito supostamente unitário?

Pretendemos com este painel abordar quer a escrita de mulheres que residiam nas colónias, quer aquela de mulheres que escreviam a partir de Portugal sobre matérias coloniais. O nosso objetivo é salientar a pluralidade e diversidade de experiências de escrita jornalística de autoria feminina através da análise de trajetórias e textos capazes de iluminar construções de género, raça e classe, bem como interpretações e visões do discurso colonial.

Palavras-Chave: mulheres; discurso colonial; autoria feminina; género


P14.A – 14.30-15.50


1. Ana Maria Pessoa, Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Setúbal, Portugal

O Império no feminino

A revista Império (maio, 1951- setembro, 1956), publicada em Lourenço Marques (Maputo, Moçambique) pretendia, como se refere no 1º editorial, assinado pelo diretor Mendes da Fonseca: “”(…) dar a conhecer aos portugueses do Ultramar as realizações notáveis que se vão operando, dia a dia, na Mãe-Pátria; levar ao conhecimento dos nossos irmãos metropolitanos os sacrifícios, a luta heroica contra a própria natureza, as vitórias e as derrotas na ocupação sistemática dum Império e a epopeia de um povo que, ainda hoje, como ontem, em todos os continentes, marca a sua presença inconfundível

Por último as populações dos territórios ultramarinos conhecer-se-ão ainda melhor através desta Revista visto que, todos aqui serão lembrados, numa comunhão íntima de ideais e de esforços (…)””.

Nesta comunicação pretende-se dar a conhecer a investigação que, sobre a revista foi feita, sob a perspetiva género e de educação, ou seja, o que nela é escrito para elas/por elas e o que ali se preconiza para a educação feminina e que relação estabelece com a questão de etnia. Numa revista que não tem as mulheres as como destinatárias principais é importante ver como, de forma inadvertida, se representa o que se entendia dever ser o papel da mulher na sociedade colonial.

Palavras-Chave: mulheres; autoria feminina; Moçambique


 2. Elisabeth Battista, Universidade do Estado de Mato Grosso – UNEMAT, Brasil

Imprensa literária colonial: incursões políticas e culturais em revista – o caso de Maria Archer

Ao mapear territórios de experiências no âmbito das relações entre literatura, imprensa e vida social nos países de língua portuguesa, anotamos que a escritora e jornalista Maria Archer, nome marcante da vida e cultura portuguesas, inaugurou o seu destino viajante, aos dez anos de idade, quando fora viver com os pais em Moçambique. Esse detalhe da biografia de Maria Archer ajudará a compreender a sua bibliografia de temática colonial publicada ora em livros, ora em periódicos, ora, ainda, em revistas especializadas como: O Mundo Português, Portugal Colonial e Ultramar. A temática colonial se constitui, por algum tempo, motivo catalizador de sua obra, nas quais conferiu materialidade estética à sua visão sobre os países africanos que logrou conhecer. No horizonte do nosso interesse está a busca por compreender como as suas incursões como moradora itinerante e atenta, fornece matéria para a sua prática literária e o exercício na captação da alma dos povos em África. Nesse sentido, o nosso estudo tem a intenção de recuperar e dar visibilidade à participação da referida autora no concurso literário de “literatura colonial”, de periodicidade anual, que vigorou até 1969, de iniciativa da AGC – Agência Geral das Colônias, cujo espírito e propósito eram o fomento da produção de textos sobre as antigas “províncias ultramarinas” portuguesas, que visavam a divulgação da história e da atualidade ultramarinas.

Palavras-Chave: Literatura e imprensa; Literatura colonial; Narrativas; Cadernos coloniais; Maria Archer


3. Alexandra Guedes Pinto, FLUP, Portugal; sabel Margarida Duarte, CLUP, FLUP, Portugal; Maria Aldina Marques, ILCH, UMinho, Portugal e Ana Catarina Almeida e Pinho, FLUP, Portugal

A construção da identidade portuguesa e da identidade da mulher em revistas do Estado Novo

O presente estudo integra-se no projeto internacional ‘MEMITA’ – “Memory, identity, integration to identify analysis models in media communication” – tendo como objetivo a análise da construção da identidade portuguesa e da identidade da mulher em revistas do Estado Novo, como: Mundo Gráfico, A Esfera e Portugal Colonial.

A metáfora valorizante do “paraíso”, por recurso à invocação do passado glorioso e ao presente de trabalho e ordem, concorre para a construção de um Portugal próspero, grandioso e motivo de orgulho nacional. A identidade imperial colonialista constrói-se, bastas vezes, por recurso ao exemplo do Império inglês que, apresentado como modelo, contribui para legitimar a manutenção do Império português. Com a Segunda Guerra Mundial, a imagem de Portugal como paraíso reforça-se, através de metáforas como as da pátria-paraíso, ninho, cantinho florido, luz, estrela, farol, ou seja, um locus idealizado.

Neste contexto, a imagem da mulher está subjugada também à imposição da ideologia salazarista, retratando uma mulher ideal: boa mãe, boa esposa e fada do lar. Nas rubricas “Página Feminina” das revistas Mundo Gráfico e A Esfera, o lar surge como uma representação da Pátria em miniatura: a mulher é responsável pela manutenção da ordem e pelo cuidado do lar, mas sempre sob o comando de uma figura masculina. Abundam os atos de fala diretivos, de natureza deôntica, que marcam o discurso pedagógico, moralista e difusor da propaganda do Estado.

Palavras-Chave: Identidade portuguesa, identidade da mulher, Estado Novo, imprensa


4. Ângela Sofia Benoliel Coutinho, IPRI – Universidade Nova de Lisboa, Portugal

As mulheres na imprensa colonial privada cabo-verdiana (1877 – 1975)

Segundo o historiador João Nobre de Oliveira, “”(…) Cabo Verde foi o pioneiro na introdução da imprensa na África portuguesa começando a imprimir o seu Boletim Oficial em 1842″” (Oliveira, 1998, 17).  A imprensa privada surgiu no arquipélago com o periódico “O Independente”, em 1877. Nobre de Oliveira identificou 38 títulos publicado entre esse ano e o de 1936, considerando que se tratou de “uma imprensa de cabo-verdianos para cabo-verdianos” (Oliveira, 1998, 115), na medida em que tanto os proprietários dos jornais como os jornalistas eram naturais das ilhas, onde residiam, e escreviam para um público ilhéu predominantemente sobre temas de interesse local. A colaboração feminina teve início logo no século XIX, no “Novo Almanaque de Lembranças Luso-Brasileiro”, destacando-se os nomes de Antónia Gertrudes Pusich, Maria Luísa de Sena Barcelos, Gertrudes Ferreira Lima e Maria de Spencer Freitas, todas naturais de Cabo Verde.

Importará, nesta comunicação, proceder a um levantamento inédito das escritoras que colaboraram com a imprensa colonial privada cabo-verdiana, de 1877 a 1975, procurando, por um lado, reconstituir as suas trajetórias intelectuais, e por outro, identificar tanto os géneros através dos quais se exprimiram como os principais temas tratados, ao longo de diferentes períodos da História Contemporânea de Cabo Verde.

Palavras-Chave: Mulheres, imprensa, colonial, Cabo Verde Portugal/ Cabo Verde


P14.B – 16.00-17.20 


5. Cristiane Navarrete Tolomei, Universidade Federal do Maranhão, Brasil

Maria Firmina Dos Reis: Uma Voz Feminina Contra A Escravidão Na Imprensa Maranhense Do Século XIX    

Para a presente comunicação, analisaremos a participação de Maria Firmina dos Reis na imprensa maranhense dos oitocentos como literata e militante. Escritora e jornalista maranhense, Maria Firmina dos Reis publicou, de forma pioneira, reflexões acerca da relação entre senhores e escravos, colocando-se como uma voz dissonante na imprensa acerca da escravidão no Maranhão do século XIX. Ela foi uma das poucas mulheres negras abolicionistas naquela época, quando a preponderância era de abolicionistas homens e, em sua grande maioria, advindos de uma elite branca e escravocrata, que se formaram no exterior e trouxeram os ideais liberais e abolicionistas para o Brasil. Interessa-nos, de forma mais específica, verificar a atuação de Maria Firmina dos Reis nos jornais A Verdadeira Marmota, Semanário Maranhense e Pacotilha, publicações que ocorreram quando o país ainda era dominado por resquícios coloniais, mantendo-se como uma sociedade patriarcal e escravocrata, apesar da Independência de 1822. Além disso, Maria Firmina dos Reis traz uma inovação para o seu texto, quando retrata os escravos não como subalternos, mas sim pessoas com voz e posição de igualdade com os brancos.

Palavras-Chave: Maria Firmina dos Reis, Literatura Feminina, Periódicos Maranhenses, Escravidão, Negritude


 6. Brenda Coutinho, Government College of Arts, Science and Commerce Quepem, Goa, India

Presas nas malhas do enigma do desenvolvimento: Mulheres goesas tradicionais negociando a azáfama das cidades indianas britânicas. Reler “The Goan World” (1924-40)

Desde que os portugueses pisaram as areias de Goa em 1510, o tecido social, cultural e religioso de Goa sofreu uma metamorfose. Albuquerque viu este ‘Padroado’ como a ‘chave de toda a Índia’. A sociedade agrária era economicamente frágil e atormentada por práticas sociais bárbaras. Especialmente em relação às mulheres, o colonizador tentou corrigir esta situação com várias legislações, embora tendo em conta os seus próprios interesses imperiais. A imprensa colonial dos séculos XIX e XX reflete que, até meados do século XIX, as mulheres continuavam a ser encaradas como o “segundo sexo”, uma expressão cunhada por Elaine Showalter. Apesar de o quadro do Código Civil Português ter garantido direitos de propriedade iguais, as mulheres eram consideradas como aptas apenas para a procriação e as responsabilidades domésticas. Este flagrante paradoxo é evidente no registos da imprensa, inclusive em jornais como ‘The Goan World’ publicado pelo Indo-Portuguese Publicity Bureau (1924-1940). Com base em fontes de arquivo e narrativas orais de cidadãos da Índia portuguesa de momento no “inverno de suas vidas”, esta comunicação tenta desconstruir a mentalidade dominante durante o período colonial. No entanto, no final da dominação portuguesa, a mulher colonial fez incursões significativas em vários campos, apesar de ser reprimida numa sociedade patriarcal prejudicada pelo sistema de castas, pelas políticas coloniais, pela dependência económica, pela migração, pelas imposições culturais e religiosas e por papéis sociais depreciativos.

Palavras-Chave: Índia portuguesa, mulheres, subalternidade, mentalidade.


7. Cielo Festino, Universidade Paulista, São Paulo, Brasil

O Jornal de Férias da família Correia Afonso: Um Exercício de Escrita Feminina em Goa

Tharu e Lalita (1991) em Women Writing in India, uma historiografia da literatura indiana de autoria feminina, apontam para a autobiografia como uma das primeiras manifestações narrativas por meio das quais as mulheres marcam sua passagem da condição de personagens de narrativas épicas ou de autoria masculina para autoras. Esses relatos autobiográficos, muitas vezes escritos a escondidas de maridos e sogras, apresentam-se como exercícios de escrita nos que as autoras detalham suas vidas na intimidade do lar em um estilo realista que revela anseios e frustrações. Logo, essas narrativas irão se transformar em contos e romances. A partir dessas reflexões, o propósito desta apresentação é discutir uma forma de periódico familiar manuscrito, corrente entre as famílias ilustradas de Goa, nos alvores do século vinte, se focando em particular no Jornal de Férias (1916-1920) da ilustre família Correia Afonso. Nosso argumento principal é que foi no âmbito dessa prática de escrita goesa que deram seus primeiros passos, como futuras escritoras, tradutoras, e professoras mulheres como Propércia Correia Afonso (1882-1944), figura proeminente da sociedade goesa da primeira metade do século vinte e uma das primeiras feministas goesas (Couto, 2005). Assim, essas mulheres reescreveram, no feminino, o proverbio que fala que “He who learns to write, drives a horse and cart” (Tagore, “The Exercise Book”)

Palavras-Chave: Jornais manuscritos, jornais de família, autoria feminina


8. Fernando Sales Lopes (investigador independente)

Deolinda da Conceição (1913-1957) e o Jornalismo Feminino

Deolinda da Conceição nasce em Macau nos tempos conturbados do surgimento das repúblicas portuguesa e chinesa. Livre e independente, aos 18 anos casa e, já com dois filhos, parte com o marido para Xangai, onde experimentará a realidade da guerra, mas ainda vive tempos de esplendor da Paris do Oriente. Já em processo de divórcio, Deolinda e os filhos rumam a Hong Kong, onde é recebida como refugiada de guerra, desenvolve actividade profissional no ensino e inicia a sua relação com a Imprensa ao traduzir o serviço das agências noticiosas inglesas para o jornal macaense “A Voz de Macau”. Já divorciada regressa a Macau onde sentirá a hipocrisia da conservadora sociedade local ao ser afastada do ensino, mas a Imprensa mantem-lhe abertas as portas. No “Notícias de Macau”, como redactora e como coordenadora do “Suplemento Feminino”, Deolinda revelar-se-à uma mulher moderna, de espírito livre, uma profissional atenta à sociedade e ao mundo, profundamente ligada a Portugal e alinhada com o jornalismo e aescrita feminina do seu tempo, do que vai fazendo eco na cidade.

Uma das raras escritoras de expressão portuguesa de Macau, Deolinda da Conceição será aqui revisitada enquanto mulher e jornalista que pugna pela criação de novas mentalidades, mais abertas e libertadoras, principalmente da mulher, e que aponta injustiças, preconceitos sociais, discriminações raciais e situações de vida da comunidade chinesa, de par com um genuíno testemunho dos sofrimentos de guerra contados no feminino.

Palavras-Chave: Mulher, Deolinda da Conceição, imprensa, Macau, “Notícias de Macau”, jornalismo feminino, IIª Guerra Mundial, questões sociais, discriminação racial

(por motivos imprevistos não estará presente)


BIOGRAFIAS


Alexandra Guedes Pinto. Professora Auxiliar de Linguística da Faculdade de Letras da Universidade do Porto; Áreas de investigação: Pragmática, Análise do Discurso – discurso publicitário; discurso político; discurso científico; Sociolinguística interacional; Membro do Centro de Linguística da Universidade do Porto e de vários projetos internacionais tais como o projeto MEMITA; Responsável pela organização das Jornadas Internacionais de Análise do Discurso – JADIS (sexta edição em outubro de 2016) e pela publicação da Revista REDIS – Revista de Estudos do Discurso, publicada pelo CLUP / FLUP (número cinco publicado em janeiro de 2017)

Ana Catarina Fonseca Almeida e Pinho. Doutoranda no Curso de 3º Ciclo em Ciências da Linguagem, variante de Linguística, da Faculdade de Letras da Universidade do Porto e Mestre em Estudos Editoriais pela Universidade de Aveiro. Encontra-se integrada na rede internacional MEMITA – Memória e Identidade – onde faz investigação sobre a imprensa do regime do Estado Novo.

Ana Maria Pessoa, 59 anos. Professora na Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Setúbal (desde 1987). Licenciada em História (1980); Pós-Graduação em Biblioteconomia (1982); Mestrado em História da Educação (1996) e Doutoramento na mesma área (2006). Docente de diversas Unidades Curriculares entre as quais, História dos Média (nos Cursos de Comunicação Social e Língua Gestual Portuguesa). Participo, no presente ano académico, em diversos projetos sendo que apenas indico dois: – Empowering EPortfolio Process (projeto em parceria com Finlândia (que coordena através da Universidade de Hamk), Bélgica, Irlanda, Dinamarca); INOVAR – projeto sobre ESCOLAS E EXPERIÊNCIAS DE REFERÊNCIA EM PORTUGAL NO SÉCULO XX (sob coordenação de Joaquim Pintassilgo, do Instituto de Educação da Universidade de Lisboa) – tenho a meu cargo a história do Jardim Infantil Pestalozzi.

Ângela Sofia Benoliel Coutinho é investigadora no IPRI / Universidade Nova de Lisboa e no CEIS20 – Universidade de Coimbra. Obteve o doutoramento em História da África Negra Contemporânea pela Universidade de Paris I – Panthén-Sorbonne, em 2005. De 2001 a 2007 lecionou no ensino superior em França e em Cabo Verde. De 2007 a 2013, foi bolseira de pós-doutoramento da FCT/ Ministério da Ciência, Portugal. Actuamente, leva a cabo projectos de investigação financiados pela “Cape Verde Jewish Heritage Project, Inc.” (Washington) e pela Fundação Rosa Luxemburgo (representação em Dakar). Colabora com o CIDAC (Portugal) e com as Fundações Amílcar Cabral e António Canuto (Cabo Verde).

Brenda Coutinho obteve o grau de Mestre em Literatura Inglesa em 1999 e o grau de “Master of Philosophy” na mesma área, em 2007. É especialista em escrita criativa e tem numerosas publicações nesta área. Publicou em 2013 ‘A Matter of Time: Vignettes of a Golden Childhood in Goa’, (ISBN 978-93-80739-58-8). Dois contos da sua autoria foram incluídos nas antologias de contos de autores goeses publicadas pela Fundação Oriente em Goa. Atualmente, é professora auxiliar de Inglês junto do Government College of Arts, Science, and Commerce Quepem de Goa.

Cielo G. Festino é doutora na área de literaturas de língua inglesa pela Universidade de São Paulo, Brasil. Também fez um programa de pós-doutorado sobre ensino de literatura na Universidade de São Paulo (2007-2009/FAPESP) e um segundo pós-doutorado sobre os gêneros na literatura pós-colonial na Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte Brasil (2010-2012). Neste momento é professora de literaturas de língua inglesa na Universidade Paulista, São Paulo, Brasil e professora colaboradora do programa de Mestrado da Universidade Federal de Tocantins. É membro do projeto temático “Pensando Goa. Uma Biblioteca Singular em Língua Portuguesa” (USP/FAPESP). Tem várias publicações na área de literatura indiana de língua inglesa e nas línguas bhashas.

Cristiane Tolomei Navarrete. Professora adjunta da área de Literaturas de Língua Portuguesa, da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), do campus Bacabal. Coordena o Grupo de Estudos e de Pesquisa “Literatura e Imprensa” (GEPELI/UFMA/CNPq/FAPEMA), o projeto de pesquisa “Romantismo e Realismo Português na Imprensa Maranhense do século XIX” e o projeto de pesquisa “Contexto de Produção e de Publicação, Inovações Literárias e Linguísticas e Questões Identitárias do ‘Grupo Maranhense’, na Imprensa Periódica do Maranhão Oitocentista” (UFMA/FAPEMA).

Doris Wieser é doutora em Literatura Ibero-românica pela Universidade de Göttingen com uma tese sobre o romance policial na América Latina. Foi bolseira de pós-doutoramento da Fundação Alexander von Humboldt, no Centro de Estudos sobre África, Ásia e América Latina (CEsA/ISEG) da Universidade de Lisboa, de 2014 a 2016. Com o seu actual projeto de investigação sobre as construções políticas e literárias de identidades nacionais em Angola, Moçambique e Portugal, ganhou o concurso de Investigador/a FCT e trabalha nesta condição no CEC (FLUL) desde janeiro de 2017. De 2008 a 2016 foi professora auxiliar no departamento de Filologia Românica da Universidade de Göttingen. Concluiu o Magister em Filologia Hispânica, Lusófona e Alemã na Universidade de Heidelberg.

Elisabeth Battista é Docente e Diretora da Faculdade de Educação e Linguagem- FACEL, Campus Universitário de Cáceres, da Universidade do Estado de Mato Grosso – UNEMAT. Atua no Programa de Pós-graduação, Mestrado e Doutorado em Estudos Literários PPGEL.  É autora do livro, MARIA ARCHER – O legado de uma escritora viajante, lançado pela editora Colibri. Portugal. Possui 2 livros organizados; 24 capítulos de livros, 13 artigos publicados em periódicos; Pós-Doutorado na Universidade de Lisboa (2011-2012), com Organização do Acervo Literário de Maria Archer, no Centro de Estudos Comparatistas, da Faculdade de Letras, da Universidade de Lisboa.

Fernando Sales Lopes é jornalista, licenciado em História e Mestre em Relações Interculturais. Investiga temas relacionados com questões identitárias sobretudo através das festividades de Macau e das manifestações culinárias, nomeadamente da comunidade macaense, sobre o que tem estudos monográficos, publicado inúmeros artigos, proferido palestras e produzido uma série documental de duas dezenas de episódios. Autor de livros de poesia, de libretos e de um romance juvenil, foi ainda o autor da letra do hino de encerramento da Sessão Cultural que assinalou a transferência da Administração de Macau para a China (19 de Dezembro de 1999).

Isabel Margarida Duarte. Professora Associada de Linguística da Faculdade de Letras da Universidade do Porto. Áreas de investigação: Pragmática e análise do discurso (relato de discurso, marcadores discursivos, discurso oral); confronto entre línguas românicas e aplicação da Linguística ao ensino do Português (Língua Materna e Língua estrangeira). Membro da rede MEMITA.

Jessica Falconi

Maria Aldina Marques. Professora auxiliar do Instituto de Letras e Ciências Humanas, da Universidade do Minho; Áreas de investigação: análise do discurso (discurso político, discurso científico, discurso dos media), interações verbais orais (marcadores de discurso); Membro da rede MEMITA.

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